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Conheça quem faz a ABRACAM – Ricardo Amaral, Western Union

 

Esta publicação apresenta profissionais de entidades associadas à ABRACAM e colaboradores da associação, para que a comunidade se conheça melhor e troque experiências. O convidado deste mês é Ricardo Amaral, Presidente da Western Union. Confira a entrevista abaixo.

Como foi sua chegada ao mercado de câmbio?

Antes do mercado de câmbio, trabalhava com marketing na Danone. Eu adorava, mas queria um trabalho que tivesse uma parte internacional mais forte. Como sempre fui um “marketeiro-financeiro”, a oportunidade da Western Union caiu como uma luva!

Qual foi sua trajetória no mercado de câmbio?

Cheguei ao mercado em 2005, como assistente de marketing, para implementar a marca Western Union no Brasil por meio de parcerias com corretoras de câmbio. Em pouco tempo, tínhamos mais de 120 lojas e começamos a desenvolver os envios ao exterior. Saí do Brasil em 2007 e passei por alguns escritórios da WU na América Latina (Argentina e Panamá), implementei a operação própria da WU no Panamá, gerenciei países da região (Colômbia, Cuba, Equador, Panamá, República Dominicana e Venezuela), até chegar à Gerência Geral da operação panamenha em 2015. Voltei ao Brasil em 2017 e desde 2018 sou presidente das entidades reguladas da WU no Brasil (Corretora e Banco). A partir deste ano, também sou responsável por implementar as operações de Digital Banking na América Latina.

Quem foi seu grande mentor profissional?  

Tive grandes líderes na vida profissional no Brasil e no exterior, cada um com um foco diferenciado (mais resultados, mais detalhes, mais humano). Aprendi com todos e seria injusto citar nomes específicos. Sou grande entusiasta de uma liderança com foco em mentoria, em desenvolver as pessoas e abrir espaço para o crescimento de quem faz por merecer. Meus líderes me deram essa oportunidade e procuro fazer o mesmo com a minha equipe.

Qual foi o momento mais desafiador da sua carreira?

Tomei posições importantes muito cedo. Virei gerente de marketing regional aos 25 anos e precisava me posicionar frente a grandes agentes da Western Union em diversos países (por exemplo, o presidente da Bolsa de Bogotá). Tinha que fazer com que eles respeitassem minha opinião e meu trabalho, mesmo tendo a idade dos filhos de muitos deles. Outro momento desafiador foi ter me tornado presidente e estatutário no Brasil aos 35 anos. Saí da minha primeira reunião com o Banco Central suando frio! Com o tempo e a experiência, isso vai fazendo parte do dia a dia, mas o início foi desafiador.

Pode falar de uma grande alegria ou conquista profisssional?

Tenho duas. A primeira foi ter aberto os envios a Cuba a partir de 23 países da Europa e América Latina. Foi uma conquista que envolveu negociações com o governo dos Estados Unidos e uma coordenação enorme entre todas as áreas da empresa. Mas envolveu também a emoção de ver cubanos no Panamá literalmente chorando na loja porque conseguiriam enviar dinheiro para suas famílias de maneira imediata.

A segunda foi ter consolidado a Western Union no Brasil como uma empresa multicanal, através de uma estratégia com foco no digital e no varejo. No ano passado, publicamos nosso melhor balanço da história, tanto na corretora quanto no banco, e isso me deixa muito feliz.

Como você descreveria o momento atual na sua organização?

Estamos com grande foco na criação dos ecossistemas financeiros para os clientes, com o banco digital já lançado na Europa e muito em breve em outros países. É um momento de mudanças positivas após a entrada do nosso novo CEO, com maior atenção às necessidades dos clientes e constante melhoria dos serviços.

Qual é seu conselho para quem está entrando agora no mercado de câmbio?

Não só no câmbio, como em qualquer mercado: invista tempo para entender profundamente as dinâmicas. Entenda como os produtos funcionam, onde estão os gargalos, quais as necessidades dos clientes, para onde as tendências apontam. Conheça e compreenda as “dores do campo”, lá na ponta de atendimento ao cliente, para que você possa trazer as melhores soluções.

E, no mercado de câmbio, faça o que é certo. Entenda e respeite a regulamentação, usando isso como vantagem competitiva. Quem faz a coisa certa sobrevive no longo prazo.

O que você gosta de fazer nas horas de lazer?

Viajar! Conheço mais de 60 países (18 deles com meus filhos, de 2 e 5 anos) e tenho paixão por conhecer o mundo (e agora apresentá-lo a eles). Fomos em família a lugares incríveis como Albânia, Belize, Marrocos e eles voltam de cada viagem com uma bagagem cultural enorme! Também me divirto como piloto de drone.

Se tivesse outra profissão, qual seria?

Professor universitário. E tenho certeza de que isso vai acontecer no futuro.

Se pudesse morar em qualquer lugar do mundo, onde estaria?

Já morei em Budapeste, Buenos Aires, Los Angeles, Panamá, São Paulo… A vontade é que os próximos capítulos sejam na Europa e eu seria um aposentado muito feliz em Curaçao!

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