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Conheça quem faz a ABRACAM – Tulio Portella, B&T Câmbio

 

Esta publicação apresenta profissionais de entidades associadas à ABRACAM e colaboradores da associação, para que a comunidade se conheça melhor e troque experiências. O convidado deste mês é Tulio Portella, Diretor Comercial da B&T Câmbio. Confira a entrevista abaixo.

 

Como foi sua chegada ao mercado de câmbio? 

Comecei como estagiário em 2013 e após alguns meses me candidatei a uma vaga ao cargo de trainee na B&T. Foi o momento que mudou minha vida e minha carreira. Aos poucos fui entendendo melhor sobre esse mercado, que tem características bem específicas. Fui aprendendo com quem já estava na corretora, mas não me limitei a isso. Logo, busquei me especializar através de um MBA de Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o processo foi natural, fui me destacando e, junto com outros colaboradores, ajudando a B&T Câmbio a atingir novos patamares.

Qual foi sua trajetória no mercado de câmbio?

Já são 10 anos nesse mercado. Comecei por baixo e fui conhecendo o negócio como um todo para ter uma visão mais macro. Me especializei em captação, o que me deu uma bagagem relacionada à visão e dia a dia do nosso cliente e ao que é preciso para atingir objetivos de crescimento. Após um longo período na área de captação e geração de negócios, entendi que era possível fazer mais para a corretora, não só trazendo clientes diretamente, mas criando ferramentas e funcionalidades para que nossos gerentes e colaboradores pudessem aumentar o leque de opções aos clientes.

Quem foi seu grande mentor profissional?

Meu pai, Tulio Santos. Herdar o nome é uma responsabilidade grande, até mesmo por todo o passado e tudo que ele conquistou ao longo da vida. Isso faz com que a gente queira alcançar objetivos semelhantes — e maiores. Competitividade está no sangue. Ele foi meu grande exemplo, com quem eu troquei e troco muito, todos os dias. Ele sempre foi muito aberto e nunca me senti compelido a trabalhar na empresa. Isso aconteceu naturalmente e acabei assumindo uma posição de destaque.

Qual foi o momento mais desafiador da sua carreira?

Assumir a Diretoria Comercial de Varejo, em 2021. Foi uma responsabilidade muito grande, um posto importante em uma das maiores corretoras de câmbio do Brasil, com volumes negociados compatíveis ou maiores que muitos bancos. Tomar conta disso tudo, fazer com que o negócio siga crescendo de maneira constante, independente das adversidades político-econômicas que se apresentem, é bem desafiador. Ao mesmo tempo, pelo meu perfil, o momento mais desafiador para mim é sempre o amanhã, o dia seguinte. E essa é uma das minhas motivações.

 

Pode falar de uma grande alegria ou conquista profissional?

A conversão do meu primeiro cliente, em 2014, quando eu ainda não tinha muita experiência. Conseguir trazer um primeiro cliente, ainda jovem, estar frente a frente com o cliente, em uma reunião sem o apoio de outros diretores. Apresentar uma proposta para um prospectivo, com uma empresa estabelecida, que já negociava com grandes bancos, e oferecer qualidade, serviços de excelência e competência. Trazer essa primeira conta ficou na memória.

Como você descreveria o momento atual na B&T? 

Acho que todo dia é dia de aprender, se atualizar, melhorar. Lembro de uma frase que diz: “Seja sempre bom, conhecedor do que você faz. Muitas vezes, seja professor, transfira parte do seu conhecimento para outros. Mas nunca seja especialista. O especialista muitas vezes pensa que já sabe tudo, e fica estagnado”. Gosto de levar a vida assim. Meu momento atual se resume a aprendizado, entendimento de outras áreas que venho assumindo nos últimos tempos. As trocas com outras pessoas me fazem crescer profissional e pessoalmente. Isso acaba retornando para a instituição como potencial de melhora de performance, geração de negócios, cultura. Apesar de ter assumido um cargo de diretoria recentemente, me motivo a crescer da mesma forma de quando eu era estagiário. Temos muito a conquistar.

Qual é seu conselho para quem está entrando agora no mercado de câmbio?

A primeira coisa é estudo. É preciso buscar conhecimento, network e capacitações. Converse e se aproxime de quem pode te ensinar. Faça com que a sua rotina te aproxime de pessoas com potencial de troca de conhecimento. Não desista, batalhe por seu lugar com dedicação e esforço. Trabalhe duro e com inteligência todos os dias. Esse mercado tem muita novidade e oportunidades também.

O que você gosta de fazer nas horas de lazer?

Gosto de mergulhar, pescar e dirigir. Mas hoje em dia, o que mais me atrai é o golfe. É um esporte extremamente competitivo, em essência você contra você mesmo. Você tem todas as ferramentas para executar uma boa tacada, mas precisa lidar com a questão psicológica do erro, com a possibilidade de eventos aleatórios que podem prejudicar ou beneficiar a si ou a outros jogadores. É um esporte que se assemelha ao dia a dia. Há dias em que você vai se esforçar muito e ter ótimos resultados. Há dias em que você vai se esforçar muito e ter resultados não tão legais. Eventualmente, você pode não se esforçar tanto e ter resultados razoáveis, mas é certo que se você não se esforçar, terá mais resultados ruins. Minha hora de lazer não é muito diferente em mindset da minha hora de trabalho. É minha essência e gosto de ser assim.

Se tivesse outra profissão, qual seria?

É tanto tempo dentro do segmento que é difícil imaginar outras coisas. Sou muito grato ao crescimento que tive no mercado de câmbio. Talvez se eu fosse pela minha linha acadêmica eu seria cientista, mas não sei se eu seria feliz, pela falta de reconhecimento. Não só no Brasil, mas no mundo todo. Talvez se eu não tivesse vindo para o mercado de câmbio e nem para a ciência, eu poderia ter aberto um negócio próprio.

Se pudesse morar em qualquer lugar do mundo, onde estaria?

Difícil saber. Possivelmente nos Estados Unidos, por uma questão de segurança, pela atividade que eu tenho e pelo que eu preciso exercer no segmento do negócio. Mas pensando mais a longo prazo, talvez em algum local próximo ao mar, em alguma ilha mais distante do ambiente de cidade.

 

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