ABRACAM | Associação Brasileira de Câmbio

 

Esta publicação apresenta profissionais de entidades associadas à ABRACAM e colaboradores da associação, para que a comunidade se conheça melhor e troque experiências. A convidada deste mês é Nathalia Rodrigues, Diretora Executiva da área Jurídica, de Risco e Governança da Nomad. Confira a entrevista abaixo.

 

Como foi sua chegada ao mercado de câmbio? 

Cheguei ao mercado de câmbio em 2008, quando me juntei ao time da BM&FBOVESPA S.A. (atual B3 S.A.), logo após a fusão das bolsas. Lá trabalhei com a Clearing de Câmbio e Roda de Dólar Pronto da BM&F, no câmbio interbancário, e com o Banco BM&F, que prestava serviços de representação para não residentes. Desde então, me encantei pelas peculiaridades do câmbio no Brasil e não me afastei mais.

Qual foi sua trajetória no mercado de câmbio?

Saindo da BM&FBOVESPA, segui trabalhando com câmbio e operações estruturadas. Inicialmente prestando consultoria a gestores e investidores institucionais em escritório   especializado. Depois, estruturando produtos financeiros e dando suporte regulatório às mesas de renda fixa, câmbio e derivativos do Bank of America, onde permaneci por oito anos, atuando em diversas frentes. Em 2021, aceitei o convite para fortalecer a liderança da Nomad. A partir daí, passei a conhecer o mercado de câmbio na perspectiva das fintechs, com foco total no público de varejo e na geração de valor aos clientes.

Quem foi seu grande mentor profissional?

Comecei a trabalhar no início da adolescência, com minha mãe. Ela era comerciante e empreendedora nata, capaz de gerar negócios em qualquer situação. Com ela aprendi a perceber os contextos e ouvir as pessoas como método para encontrar oportunidades de contribuição. Desde então, muitos mentores cruzaram meu caminho, me marcando pela sua generosidade, honestidade e autenticidade — e me desafiando a olhar as situações por um viés diferente. A todos com quem pude construir essas relações de confiança, agradeço profundamente seu impacto na minha formação. Espero retribuir esse mesmo nível de entrega nas minhas relações.

Qual foi o momento mais desafiador da sua carreira?

Em 2012 minha mãe teve um câncer agressivo, que a afastou da administração da empresa na qual éramos sócias, em Santos. Pouco antes, eu havia assumido um novo projeto como associada da área de mercado de capitais internacionais em um escritório em São Paulo. Além disso, seu tratamento médico era em Marília, junto da nossa família. Abracei os dois negócios durante quase um ano, com uma rotina intensa de viagens pelas três cidades até a venda da empresa. Foi um período de profunda ressignificação das relações profissionais e pessoais, que ampliou a minha percepção de valor da vida e das pessoas.

Pode falar de uma grande alegria ou conquista profissional?

Ingressar no ecossistema das fintechs através da Nomad e vivenciar a expansão global da empresa, em meio às oportunidades trazidas pelo marco cambial, estruturando um programa de compliance, gestão de risco e governança customizado para o nosso modelo de negócio, que considera as necessidades da startup e também as dores dos clientes.

Como você descreveria o momento atual na Nomad?

Estamos vivenciando um momento muito significativo, com crescimento consistente do volume de negócios e do portfólio de produtos e serviços. Movimentos como a aquisição da Husky em 2022 e as inaugurações do Lounge em Orlando e da sala VIP no aeroporto de Guarulhos no início do ano refletem nossa missão de nos consolidarmos como a conta global do brasileiro e a solução definitiva para quem busca alternativas seguras de planejamento e proteção de patrimônio, com mobilidade e simplicidade.

Qual é seu conselho para quem está entrando agora no mercado de câmbio?

Em 2023, participe! Estamos vivendo um momento transformador no mercado de câmbio e temos a oportunidade de influenciar as estruturas que sustentarão as próximas décadas. Os reguladores e participantes estão abertos a trocar experiências, se modernizar, simplificar e se adaptar às novas tendências globais. É um momento histórico.

O que você gosta de fazer nas horas de lazer?

Atualmente moro em Santos, pertinho da praia. As atividades ao ar livre me encantam, principalmente quando estou na companhia da minha filha Teresa, de 4 anos.

Se tivesse outra profissão, qual seria?

Suponho que economista. Trabalhar no mercado financeiro foi o caminho que encontrei para vivenciar o Direito e a Economia, minhas grandes áreas de interesse.

Se pudesse morar em qualquer lugar do mundo, onde estaria?

Ainda que o mundo esteja cheio de encantos, a Chapada dos Veadeiros em Goiás é um dos meus lugares favoritos e me alegra que seja tão perto. Quem sabe eu fique por lá quando decidir desacelerar.

 

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