Conheça quem faz a ABRACAM – Juliana Meirelles, AGK Corretora

07/10/2022

 

Esta publicação apresenta profissionais de entidades associadas à ABRACAM e colaboradores da associação, para que a comunidade se conheça melhor e troque experiências. A convidada deste mês é Juliana Meirelles Andrade, Gerente Geral de Desenvolvimento de Negócios da AGK Corretora. Confira a entrevista abaixo.

Qual foi sua trajetória no mercado de câmbio?
Filha de um dos pioneiros do mercado cambial (Ivan Carlos Andrade, Sócio-Diretor da AGK), desde pequena acompanhei a evolução do mercado e tive intensa convivência com tudo relacionado ao câmbio. Já adulta, fiz graduação em Relações Internacionais pela FAAP e me especializei em Administração Executiva pela mesma escola, tendo em mente o processo de sucessão pelo qual passaria um dia. Foram decisões muito acertadas porque sempre me identifiquei com as áreas de Gestão e Relações com o Mercado.

Quem foi seu grande mentor profissional?
Tive grandes mentores e até hoje sigo no processo de aprendizado. Agradeço a cada pessoa que oferece um minuto do seu tempo para me ensinar algo. Tenho que agradecer principalmente a Claudia Ramos, Andréa Ramos Nogueira e João Alberto Teixeira, que me acolheram de braços abertos, me colocando a par de todas as mudanças ocorridas na empresa e sobre o mercado nos anos em que estive afastada. E não posso deixar de mencionar meus dois maiores exemplos: Ivan Carlos Andrade e Orlando Ramos. Eles são minhas escolas diárias, um verdadeiro privilégio.

Como foi sua chegada ao mercado de câmbio?
Comecei a trabalhar assim que iniciei a faculdade, aos 20 anos. Cheguei à AGK no Departamento Financeiro/Administrativo, onde fiquei por quatro anos. Fiz estágio em outras empresas do Grupo, na época em Despacho Aduaneiro, Importação e Exportação. Fiquei mais um ano no Marketing e depois vivi fora de São Paulo por alguns anos (morei na Grécia, Itália e Emirados Árabes, depois em Florianópolis e Rio de Janeiro). Retornei em 2020 para iniciar um processo gradativo de sucessão.

Qual foi o momento mais desafiador da sua carreira?
O meu retorno em 2020, que coincidiu com a chegada da pandemia. Foi um verdadeiro desafio a adaptação geral da empresa a um momento de contingência. Enquanto isso, eu passei por um período de atualização e aprendizado, além dos projetos para melhoria contínua da organização. Outro desafio é quebrar diariamente os paradigmas nesse mercado que é majoritariamente masculino e não permitir que o rótulo de “filha” se sobreponha à minha capacidade profissional. Me sinto extremamente representada e orgulhosa de ter a Kelly como Presidente Executiva da ABRACAM, atuando com extrema competência e conquistando tantos feitos importantes para o segmento. É exatamente isso que busco realizar através do meu árduo trabalho e hoje sei que a cada dia conquisto meu espaço.

Pode falar de uma grande alegria ou conquista profissional?
Entre as conquistas mais marcantes estão minha certificação profissional em ABT2, a certificação da AGK com o Selo ABRACAM de Conformidade (e renovação este ano), além de projetos dentro e fora da AGK que representam grandes oportunidades e o reconhecimento do meu trabalho.

Como você descreveria o momento atual na AGK? 
A AGK de três anos atrás era completamente diferente do que é hoje. A pandemia nos trouxe maior integração entre a gestão das áreas e a Diretoria. Todos se uniram no mesmo propósito que perpetua até hoje: a busca da modernização para acompanhar de forma rápida e eficaz todas as mudanças pelas quais estamos passando, além de estarmos constantemente mapeando todos os processos internos em busca de melhorias. Estamos investindo constantemente na capacitação de colaboradores por todo o Brasil e em parcerias. Isso mostra que queremos nos destacar como uma empresa que apresenta sempre as melhores soluções aos nossos clientes.

Qual é seu conselho para quem está entrando agora no mercado de câmbio?
Meu primeiro conselho é sobre atualização e capacitação. Acho extremamente importante que as pessoas leiam a Lei 14.286 e as mudanças que trará ao mercado. Participar do Grupo de Trabalho de Corretoras no âmbito da ABRACAM para a Consulta Pública está sendo um grande aprendizado para mim, principalmente por estar junto a tantas pessoas experientes no mercado. Outro feito da ABRACAM com grande impacto foram os cursos de capacitação. Acho importantíssimo, inclusive para quem quer se atualizar, já que estamos com mudanças tão relevantes.

O que você gosta de fazer nas horas de lazer?
Atuamos em um segmento que exige muito equilíbrio, então acho que momentos com família e amigos nos dão a força necessária para seguirmos em frente. Gosto de ir a parques com meus filhos, viajar, comer bem em bons  restaurantes, ir a bares, dançar, shows, praticar atividades físicas, conhecer lugares novos, ler e escrever.

Se tivesse outra profissão, qual seria?
Jornalista ou trabalharia com moda. Enquanto estive afastada do mercado de câmbio, me formei em consultoria de imagem e estilo. O câmbio e a gestão de pessoas falaram mais alto, mas a moda é muito presente na minha vida.

Se pudesse morar em qualquer lugar do mundo, onde estaria?
Não me imagino em outro lugar que não São Paulo. Posso dizer que precisei me ausentar para depois me encontrar. Tudo faz parte de um amadurecimento. Mas tem dois lugares aos quais meu coração também pertence: Estados Unidos e Grécia, onde já morei. Quem sabe, no futuro, não poderei investir nesses lugares ou expandir a AGK? Vou trabalhar duro para isso!

 

 


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