ABRACAM | Associação Brasileira de Câmbio

Nesta terça-feira (02), foi realizado o encontro eFX: Perspectivas e Desafios da Resolução BCB nº 561/2026, promovido pela ABRACAM, FEBRABAN, Exchange e Banco Central do Brasil, no Hotel Renaissance, em São Paulo. A reunião reuniu associados e prestadores de serviços para debater as expectativas do órgão regulador para os serviços de eFX, como o serviço será operado e supervisionado pelo Banco Central, além dos pontos positivos e dos riscos inerentes a esses serviços.

A abertura do evento contou com as palavras de boas-vindas da Presidente Executiva da ABRACAM, Kelly Gallego Massaro, Marcelo Lima, da Febraban, e Nildo Iorio, da Exchange, que contextualizaram o surgimento do eFX e sua evolução até a regulamentação atual.

Rafael Pressi e Eduardo Nogueira Liberato, do DEREG, apresentaram a revisão regulatória do serviço, abordando as principais alterações da norma com foco em segurança, transparência e eficiência. Entre os destaques, apresentaram a exigência de que os prestadores obtenham a autorização do BCB, a flexibilização do uso do eFX para mercados financeiros, a inclusão do uso de gift cards e as novas obrigações de prestação de informações ao Banco Central, que passarão a ser enviadas mensalmente pelas instituições, com maior nível de detalhamento.

Nilo Albino Tezzari, representante do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (DESIG), trouxe ao público os pontos de atenção relevantes para o monitoramento do setor. Apresentou um comparativo entre o formulário ACAM220 e o ACAM225, que entrará em vigor em outubro deste ano. Com a nova sistemática, as instituições terão maior responsabilidade no envio de informações, que passarão por verificações e validações pelo Banco Central, incluindo a conferência de pertinência dos valores e a integração com os controles de PLD, seguindo o mesmo padrão já aplicado nas operações de câmbio tradicional.

Renato Salgado Beato, do DEORF, abordou os critérios de análise utilizados pelo Departamento no monitoramento das instituições de pagamento. Apresentou informações sobre quem pode ser controlador, capital mínimo exigido para IPs, arquivamento e indeferimento de processos, reputação dos administradores e revisão das decisões de autorização, reforçando a importância da instrução correta dos processos para que o DEORF possa conduzir as análises com maior agilidade.

Encerrando as apresentações, Simone Miyuki e Gerson Romantini, do Departamento de Supervisão de Conduta, DECON, explicaram o fluxo do eFX no Brasil com exemplos práticos e casos reais. Simone destacou que uma das principais mudanças trazidas pela nova regulamentação é a responsabilidade atribuída ao prestador do eFX de identificar as contas em reais e conhecer seus clientes. Gerson reforçou as expectativas do regulador em relação às instituições e afirmou a necessidade estarem devidamente preparados. Segundo o DECON, espera-se que as instituições reforcem os mecanismos de identificação da origem dos recursos envolvidos nas operações.

Ao final do evento, Kelly Gallego Massaro conduziu a sessão de perguntas do público aos representantes do órgão regulador.

Confira abaixo alguns registros do encontro.

Compartilhe este Conteúdo

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

ABRACAM, FEBRABAN, Exchange e Banco Central promovem reunião sobre os desafios e perspectivas do eFX na Resolução BCB nº 561/2026

Posts Relacionados

Abrir bate-papo
1
Escanear o código
ABRACAM
Olá,
Como podemos ajudá-lo?